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Sindicato realiza paralisações e protestos contra terceirização no Santander

O banco está abrindo empresas para realocar bancários, retirando direitos e reduzindo remuneração dos trabalhadores, interferindo diretamente na organização sindical

Sindicatos dos bancários de todo o país realizaram manifestações nas portas e imediações de agências e unidades administrativas do banco Santander desde a madrugada da terça-feira (30) contra a prática de terceirizações promovidas pelo banco, que tem aberto empresas para realocar bancários dentro de seu próprio grupo econômico.

O Sindicato dos BancáriosRP realizou protestos nas principais agências em Ribeirão Preto, paralisou a uma delas e atrasou a abertura de outras duas.

Os trabalhadores protestam contra a ganância do Santander, que está criando empresas para realocar funcionários das áreas de TI, call center e comercial, numa onda de terceirização para reduzir custos e lucrar ainda mais. Demonstraram ainda, que ao terceirizar, o banco retira direitos e reduz salários, mas trabalhadores continuam realizando as mesmas funções.

“os trabalhadores que são registrados nessas novas empresas perdem as conquistas da categoria bancária previstas na CCT e deixam de contar com a representação do Sindicato dos Bancários. Trata-se de mais um abuso cometido pelo banco que sempre coloca o lucro acima de tudo. Fizemos questão de deixar claro, neste dia de luta, que quem trabalha em banco é bancário e deve ter todos os direitos conquistados garantidos”, destacou Ronaldo Silvino Presidente do Sindicato.

#SomosBancários

Apesar dos lucros astronômicos e sempre crescentes no Brasil, mesmo em período de pandemia, o Santander não reduz seu ímpeto na cobrança de metas abusivas, redução de direitos e remuneração dos trabalhadores, numa busca desenfreada de aumentar ainda mais seus lucros. A prática atual é a criação de empresas para realocar seus funcionários das áreas de tecnologia da informação, call center e comercial.

A mobilização também denunciou as demissões, a falta de funcionários nas agências, a sobrecarga de trabalho, o assédio moral e a adoção de medidas, por parte do banco, sem negociação com os funcionários.

“O Santander foi o primeiro a retomar o horário integral das agências, de forma tempestiva e sem dialogar com a representação dos trabalhadores. Mais uma falta de respeito que fica evidente no dia a dia dos bancários e bancárias, que sofrem com a pressão das metas abusivas e assédio moral que, muitas vezes, inclusive, levam ao adoecimento. Não vamos nos calar e exigimos que o banco respeite os trabalhadores”, afirmou o diretor do Sindicato Valdir Trombela, que também é funcionário do Santander.

DIA DE LUTA CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO NO SANTANDER: 30/11/2021