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Sindicato presente em ato coletivo que cobra negociação do Banco do Brasil

Entre as reivindicações feitas estão a redução das mensalidades do Economus e a inclusão da Cassi para todos

Bancários de diversas cidades estiveram reunidos na manhã de quarta-feira (06), na Avenida Paulista, em São Paulo, em frente a sede do Banco do Brasil. O objetivo foi protestar e cobrar do banco negociação para as pautas relativas à saúde do trabalhador.

Em ato público, os trabalhadores cobraram do banco, maior empenho nas negociações com o Economus para a redução da mensalidade do plano de saúde (Feas). De acordo com os representantes, a sequência de reajustes no plano de saúde foi iniciada em 2018 e de lá para cá tem dificultado a permanência dos aposentados no plano.

Além da redução da mensalidade, entidades sindicais cobram do banco a garantia do plano de saúde para todos. Atualmente têm direito ao Cassi (Caixa Assistencial), apenas funcionários que ingressaram diretamente no Banco do Brasil. Há tempos os bancários tentam negociar o acesso ao plano também para os trabalhadores incorporados pelo Banco do Brasil (Nossa Caixa, Besc e BEP) e seus dependentes.

Presentes, os Sindicatos de Araçatuba, Campinas, Ribeirão Preto, Rio Claro, São Carlos, São José dos Campos, Piracicaba e Tupã, representaram a Federação dos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso de Sul (Feeb SP/MS).

Opiniões

“Lutar pelo Economus, é uma luta de todos os funcionários do Banco do Brasil e que importa para todos. Tem que ser solidária e empática. É importante para a Cassi, para o funcionário do Banco do Brasil e para o próprio Banco do Brasil. Essa é uma discussão que carregamos desde 2009 e vamos continuar até que o Banco tome uma decisão que seja justa para todos”, discursa Elisa Ferreira, representante da Feeb na Comissão de Empresas dos Funcionários do Banco do Brasil.

“Viemos aqui para defender nosso direito à previdência e ao plano de saúde tanto dos funcionários aposentados quanto os da ativa, precisamos defender o Economus e não podemos permitir que isso continue por mais duas décadas. Sou funcionária incorporada e na hora de ser cobrada dos meus deveres de funcionária eu sou uma funcionária do Banco do Brasil, na hora de precisar de uma previdência e de um plano de saúde, sou funcionária da Nossa Caixa. Somos todos iguais, contribuímos para a instituição e temos direito”, discursa Louise Sato, delegada sindical do Sindicato dos Bancários de Campinas.

“Primeiramente o que o Banco tem que ter com cada um de vocês é o respeito. Vocês que lutaram e se dedicaram para que o banco Nossa Caixa fosse comprado pelo Banco do Brasil com um lucro exorbitante. O Banco deveria cumprir aquilo que já está escrito, assinado e documentado, que é o direito de vocês, a isonomia, o direito de ter a Cassi e um plano de saúde custeado pelo banco. O Sindicato dos Bancários de Araçatuba está presente e solidário a cada um de vocês”, defendeu Zanela, dirigente sindical do sindicato dos Bancários de Araçatuba.

Nos estamos aqui com todos os nossos problemas, mas nós estamos na luta. Não estamos só reclamando através das redes sociais, nós estamos aqui dando nosso rosto, nosso corpo e a nossa alma para defender nada menos que o nosso direito”, defende Carminha, dirigente sindical do Sindicato dos Bancários de Rio Claro.

“Vestimos a camisa do Banco e hoje viemos até aqui para pedir justiça pelo que temos direito. Temos que ampliar e continuar com o calendário de luta”, reforça Itamara, bancária de São José dos Campos.

“Essa é só a primeira, mas vamos continuar até que o banco tenha vontade política. Acima de qualquer divergência, temos que ter claro que a união de todos é que fará a diferença. Temos que nos lembrar que por trás disso existe um grande desmonte de toda a estrutura pública da saúde pública no Brasil”, disse o bancário Antônio Rocha, da base sindical de Ribeirão Preto.

“É importante essa participação e união dos sindicatos em prol de pautas que são do interesse de todos. Assim construímos nossa história, com muita luta, negociação, força e união da categoria. É assim que tem que ser, especialmente diante das batalhas e dos momentos mais difíceis, como o que enfrentamos com a crise sanitária no país. A saúde é uma das principais pautas e defendê-la e garantir que nenhum trabalhador seja excluído desse direito é primordial e demonstra a seriedade e o respeito da categoria e dos companheiros de luta sindical”, defende David Zaia, presidente da Feeb SP/MS.

Fonte: Feeb-SP/MS

Agradecimentos imagens: 
José Augusto – Sindicato dos Bancários de Araçatuba
Elisa – Sindicato dos Bancários de Campinas 
Júlio César Costa – Sindicato dos Bancários de Campinas 
Aldo Rocha – Sindicato dos Bancários de Piracicaba 
Barros – Sindicato dos Bancários de São José dos Campos 
Silvino – Sindicato dos Bancários de Ribeirão Preto