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Movimento Sindical cobra que bancos retirem alterações na MP 936

Fenaban responde que não retira, mas que não haverá alteração da jornada, como definido na CCT da categoria e, propõe, inclusive, prorrogar acordo de manutenção da jornada atual

Durante a videoconferência, o Sindicato cobrou dos bancos, que a Convenção Coletiva seja respeitada e que as alterações do artigo 224 inseridas na Medida Provisória 936, sobre a jornada de trabalho dos bancários, sejam retiradas.

Os representantes dos trabalhadores reivindicaram a ultratividade da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, que garante aos bancários os direitos da atual convenção até o final de 2020 ou, até que se realize um novo acordo, bem como a prorrogação da Convenção e dos Acordos até que seja assinado um novo. Outro assunto proposto aos bancos foi a volta das homologações de rescisões de contratos nos sindicatos e a resposta com relação à complementação salarial dos trabalhadores que receberam alta do tratamento de saúde pelo INSS, mas não têm condições para voltar ao trabalho.

“Nossa principal reivindicação foi com relação à MP 936, para que retirem a proposta que modifica a jornada, mantendo-a como está, sem alteração e desta forma, sem prejuízo aos trabalhadores até o final de 2021”, explica o secretário geral da Federação dos Bancários, Reginaldo Breda.

Os representantes dos bancos também vão debater sobre a aceitação da volta das homologações das rescisões de contrato de trabalho nos sindicatos.

Cláusula 29

A Fenaban disse que o debate sobre o cumprimento pelos bancos da cláusula 29 da CCT, que trata de complementação de auxílio doença previdenciário, é uma questão um pouco mais técnica e, por isso, ainda não deram resposta sobre a reivindicação feita na reunião da mesa de saúde ocorrida no dia 2, quando os sindicatos informaram à Fenaban que as alterações nas regras da concessão de benefícios previdenciários –conforme a lei 13.982– que garante somente o direito a uma antecipação do auxílio doença no valor de um salário mínimo mensal por três meses (1.045,00), durante a pandemia estão prejudicando os bancários e os deixando sem renda.