Bancários querem a ultratividade e que reuniões sejam mais de uma vez por semana

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Bancários querem a ultratividade e que reuniões sejam mais de uma vez por semana

Segunda reunião entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban será nesta sexta-feira (31)

Acontece nesta sexta-feira (31) a segunda reunião entre o Comando Nacional dos Bancários e representantes da Comissão de Negociação da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O encontro, marcado para às 11h, vai definir o ritmo das negociações da Campanha Nacional da categoria bancária. Por causa da pandemia, a negociação este ano será em reuniões virtuais.

Os representantes dos bancários vão propor que a partir de agora as reuniões aconteçam mais vezes durante a semana. Quando as reuniões eram presenciais, aconteciam uma reunião por semana devido o deslocamento dos membros do Comando. Agora, como as reuniões acontecem de forma virtual, é possível acelerar esse calendário. Outro ponto a ser destacado nas negociações será o da ultratividade.

No primeiro encontro de negociação, o Comando Nacional dos Bancários entregou a minuta com as reivindicações da categoria. Entre as reivindicações apresentadas está a de aumento real de 5%, manutenção dos direitos, dos empregos e da mesa única de negociação, além de questões referentes à saúde dos trabalhadores e também normas para o teletrabalho. As reivindicações tomaram por base a consulta feita pela Contraf-CUT com quase 30 mil bancários.

Na consulta, a prioridade para cláusulas econômicas, 71% dos entrevistados disseram que era o aumento real de salário. Nas cláusulas sociais, 79,7% das respostas apontavam a manutenção dos direitos como prioridade. Outras 69,1% mencionavam a prioridade como a defesa da saúde e melhores condições de trabalho.

O que é ultratividade e por que nossos direitos têm de ser defendidos

Reforma trabalhista acabou com a ultratividade – princípio que garantia a validade da Convenção Coletiva de Trabalho, mesmo depois do fim da sua vigência; uma das prioridades será garantir a manutenção da CCT durante as negociações, e mobilização dos trabalhadores será fundamental

Arte:SPbancários

PLR, Vale-Alimentação, Vale Refeição, auxílio-creche, adicional por tempo de serviço, licença maternidade estendida… Estes e todos os demais direitos contidos na Convencção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários precisam estar garantidos após 31 de agosto de 2020, por causa do fim da ultratividade. E para isso precisamos esta conectados e mobilizados.

A lei trabalhista encomendada ao governo Temer pelo setor patronal, e que entrou em vigor em novembro de 2017, destruiu vários direitos dos trabalhadores. Um deles é o fim do princípio da ultratividade, que garantia a validade de um acordo coletivo até sua renovação. Assim, a CCT dos bancários perderia sua validade em 31 de agosto deste ano, um dia antes da data base da categoria.

A proibição da ultratividade é muito prejudicial aos trabalhadores. Isso porque, por causa da complexidade na negociação coletiva, muitas vezes a renovação da CCT ou dos Acordos Coletivos de Trabalho (acordos específicos de bancos) não ocorrem dentro do período de vigência do instrumento em vigor. Com isso, não há garantia de recebimento dos direitos/benefícios previstos nos documentos.

Por esta razão, uma das prioridades da Campanha Nacional dos Bancários 2020 será garantir a ultratividade da CCT e dos ACTs. Esta é apenas uma das razões para que a categoria bancária se mantenha mobilizada e conectada na Campanha Nacional dos Bancários 2020, que está sendo realizada mesmo em meio à pandemia do coronavírus.

Fonte: Contraf-Cut/SPbancarios com edição BancáriosRP