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Contra redução de direitos, trabalhadores paralisam serviços do Centro Tecnológico do Itaú em Mogi Mirim

Os trabalhadores lotados no Centro Tecnológico do Itaú em Mogi Mirim paralisaram os serviços na  manhã de quinta-feira (01).

O protesto teve início logo ao amanhecer, por volta das 6 horas, contra a decisão do maior banco privado do país em implementar a Lei nº 13.467 (reforma trabalhista), sem qualquer discussão com o sindicato. Entre as medidas anunciadas, está o fim das homologações das rescisões dos contratos de trabalho nos sindicatos.
Tal medida unilateral deixa o trabalhador sem a assistência jurídica e sindical para a conferência dos valores a serem pagos pelo banco. Em dezembro, o Itaú tentou promover alterações com relação à definição da data e período de férias, que deveriam ser estipuladas de acordo com novas regras que seriam definidas pelos departamentos Jurídico e de RH, levando em conta mudanças da nova lei trabalhista.

Protestos afetaram as centrais de atendimento

O Banco enviou comunicado aos gerentes informando que os protestos afetaram as centrais de atendimento do banco, que precisou acionar o sistema de resposta automática informando a indisponibilidade no atendimento.

O Centro Tecnológico Mogi Mirim (CTMM) inaugurado em março de 2015, conta com aproximadamente 500 funcionários, entre bancários e terceirizados, que executam serviços de processamentos e armazenamentos. A paralisação de hoje é a terceira realizada pelos Sindicatos; a primeira aconteceu no dia 21 de outubro de 2015 e a segunda no dia 13 de setembro de 2016; ambas durante a Campanha Nacional da categoria visando a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
A ação sindical contou com a participação de dirigentes de sete sindicatos filiados à Federação dos Bancários de SP e MS: Além de Ribeirão Preto, estavam presentes: Araçatuba, Franca, Marília, Piracicaba, Rio Claro e São José dos Campos. O Centro Tecnológico está instalado em área da Companhia de Desenvolvimento do Polo de Alta Tecnologia de Campinas (Ciatec II) e é o maior data center do Santander na América Latina.
Em carta aberta distribuída durante a manifestação, que é nacional, os Sindicatos cobram abertura de negociação.

Carta aberta

Lei nº 13.467 e o mundo do trabalho.

Sem imposição. É preciso negociar

O Itaú decidiu implementar a nova legislação trabalhista. Em vigor desde o dia 11 de novembro do ano passado, a também chamada “reforma trabalhista” reduz direitos e nos remete aos primórdios do capitalismo, ao século 19.
O fim das homologações das rescisões dos contratos de trabalho nos sindicatos, previsto na Lei nº 13.467, é a primeira medida anunciada pelo Itaú. O que poderá deixar o trabalhador bancário mais vulnerável a riscos decorrentes de cálculos errados de suas verbas rescisórias. Se antes o trabalhador tinha a assistência jurídica prestada pelo seu sindicato, agora terá que arcar com o ônus desse auxílio. Na prática, a medida vai dificultar que o trabalhador possa, no momento da rescisão, entender o que está sendo pago e reivindicar futuramente alguma verba que tenha sido paga abaixo do valor.
A decisão choca-se com o histórico de negociações com os representantes dos trabalhadores bancários E mais: implementar a nova legislação sem negociação com os sindicatos rasga o Termo de Compromisso entregue à Fenaban pelo Comando Nacional dos Bancários no dia 8 de agosto do ano passado, após aprovação pela categoria bancária na 19ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, realizada uma semana antes, entre os dias 28 e 30 de julho, em São Paulo. Aliás, o item 4 do citado Termo propõe que as homologações das rescisões dos contratos de trabalho sejam feitas nos sindicatos. O Termo de Compromisso, cabe lembrar, tem como objetivo abrir um amplo processo de negociação com os bancos sobre a implementação da Lei nº 13.467.
Diante de tanto desrespeito por parte do Itaú, os sindicatos realizam manifestação nacional. E convocam a categoria bancária a resistir contra qualquer medida que corte direitos ou fragilize a proteção aos trabalhadores.

Ocorrem protestos em todo o país:

Veja como foi:

http://www.contrafcut.org.br/editorias/itau

SINDICATO É FORÇA. PARTICIPE!

da Redação: Seeb-RP