Bancários se unem a outras categorias contra a Reforma da Previdência

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Bancários se unem a outras categorias contra a Reforma da Previdência

Categoria ainda alerta para a manobra da intervenção militar no Rio de Janeiro, usada para dar tempo ao Governo Federal de buscar apoio à reforma

Os bancários se uniram a milhões de trabalhadores de todo o Brasil, das mais diversas categorias, para protestar contra a reforma da Previdência e a retirada de direitos, nesta segunda-feira (19). A manifestação foi convocada pelas centrais sindicais.
 “Os bancários em todo o Brasil atenderam ao chamado das centrais sindicais e amplificaram as manifestações contra a reforma da Previdência. Atos, atrasos de abertura de agências, paralisações, panfletagens, greve. Tudo somou para dizer aos parlamentares que a voz das ruas já decretou o fim da reforma da previdência. Se os deputados e senadores insistirem em votar, o povo vai lembrar deles em outubro. Não voltarão”, declarou Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT.

Sem apoio, o governo Michel Temer segue com suas tramoias. A mais recente, a intervenção militar no Rio de Janeiro, que pode ser suspensa a qualquer momento, caso Temer veja condições de votar a reforma que acaba com a aposentadoria pública.

 

Trabalhadores comemoram suspensão de reforma, mas vão continuar mobilizados

São Paulo – Finalizando o dia nacional de mobilização contra a “reforma” da Previdência, cerca de 20 mil pessoas protestaram na Avenida Paulista, em São Paulo, no fim da tarde desta segunda-feira (19). Se por um lado os trabalhadores comemoraram a retirada de pauta da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, por outro garantiram que não vão vacilar e seguirão mobilizados. Os trabalhadores prometem continuar em estado de greve, alertas e pressionando os deputados.
Para sindicalistas, Temer tentou uma cortina de fumaça ao decretar intervenção federal no Rio de Janeiro, alegando ser uma manobra do governo, uma vez que não é função do Exército cuidar da segurança pública.
Hoje, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), declarou que não vai haver votação de qualquer PEC durante a vigência do decreto de intervenção federal. E garantiu que não vai haver suspensão temporária. Com a decisão de Oliveira, 190 PECs deixam de tramitar, entre as quais a do fim do foro privilegiado. A decisão vale até 31 de dezembro, mesma data do decreto de intervenção. Se o decreto for revogado, as PECs podem voltar a tramitar. 

Fonte: Contraf